Método de produção Revolucionando a colheita orgânica.

Método de Produção

Colheita de Cana crua

O novo sistema de produção, desenvolvido pelo Grupo Balbo, permite realizar a colheita de cana sem a necessidade de queimadas. As colhedoras, ao mesmo tempo que retiram a cana, promovem a reposição da palha verde no solo, o que cria uma cobertura morta que protege da erosão e da insolação.

Em nosso sistema, a terra também ganha. Ela recebe efluentes orgânicos, líquido e sólidos, que são subprodutos da indústria, chamados vinhaças e torta de filtro. Como o ciclo de produção de um canavial é aproximadamente 6 anos, obtendo 5 colheitas, o solo é revolvido a cada 6 ou 7 anos. Além disso, as máquinas e veículos possuem esteiras e pneus de alta flutuação, minimizando a compactação do solo.

Essas técnicas ajudam a manter a fertilidade do solo e sua bioestrutura ativa, criando um ambiente favorável para a ação dos microrganismos benéficos e para a infiltração de água e ar, que são essenciais para o desenvolvimento das plantas, e assegurando o convívio equilibrado e harmônico entre o agricultor e a natureza.

Colheita de Cana crua

Controle biológico de pragas

Atualmente, realizamos dois tipos de controle biológico de pragas, ambos visando proteger as plantas e o meio ambiente simultaneamente:
Controle biológico dirigido
Controle biológico dirigido
é realizado por meio da liberação de milhões de inimigos naturais das pragas da cana, que exercem um controle natural, sem quaisquer riscos ao meio ambiente. A Usina São Francisco, do Grupo Balbo, possui um laboratório onde são criadas essas populações controladoras e sua liberação na plantação é orientada por minuciosos levantamentos populacionais das pragas, realizados periodicamente.
Controle biológico induzido
ocorre por meio da modificação dinâmica do modelo de produção, de acordo com as tendências de equilíbrio ecológico entre pragas e seus predadores. Por isso, é realizado um monitoramento sistemático, a fim de orientar a adoção das medidas.

Parque Industrial

O Parque Industrial da Usina São Francisco está instalado em local privilegiado, entre as florestas, canaviais e vegetação ribeirinha exuberante. Seu processo industrial adota as mais modernas técnicas de produção, com foco em produtividade, minimização de impactos ambientais e segurança do trabalhador. Tudo começa quando a cana orgânica chega à unidade de processamento minutos após a colheita, o que preserva integralmente suas características naturais. A pesagem das cargas inicia um processo documental, que permite a perfeita rastreabilidade da produção. Já no laboratório de qualidade, analisam-se as amostras da cana orgânica para, posteriormente, serem descarregadas na mesa de alimentação, que as levarão ao sistema de preparo para serem desintegradas. Todo caldo orgânico é extraído por meio de um processo mecânico de moagem. Como resultado deste processo, obtemos um caldo de alta pureza e cor incomparável, que é filtrado e enviado para a fábrica de açúcar.

O caldo orgânico é depositado em tanques, nos quais as impurezas minerais e vegetais decantam. Essas impurezas passam por filtro a vácuo, originando um importante fertilizante orgânico que retorna aos canaviais: a torta de filtro. Já o caldo limpo é submetido a um processo de múltipla evaporação, resultando num xarope orgânico com alta concentração de sacarose, que é enviado aos cozedores a vácuo, onde são formados os cristais de sacarose. O produto final da cristalização é composto de cristais de sacarose e melaço.

Depois, por meio de uma centrifugação, separa-se o açúcar do melaço e este segue como matéria-prima para a produção do álcool. O açúcar orgânico é seco e empacotado em embalagens que atendem padrões de fabricação e que podem ser recicladas após o consumo. O produto final é estocado em armazéns especialmente dedicados para produtos orgânicos. Todo o processo é monitorado continuamente e seguem parâmetros de qualidade que são analisados regularmente, emitindo-se um certificado de qualidade ao fim da produção de cada lote.

Parque Industrial

Programa de qualidade

A qualidade sempre orientou todas as atividades das empresas do Grupo Balbo. Oficialmente, o Programa de Qualidade Total iniciou-se em 1992, com o treinamento de funcionários da Divisão Industrial da Usina São Francisco. A implantação dessa nova cultura possibilitou que, em dezembro de 1995, com a participação de todos os funcionários, fossem elaborados a Missão e os Valores do Grupo Balbo.
O processo de certificação ISO da Divisão Industrial da Usina São Francisco começou em novembro de 1996. Em agosto de 1998, após auditoria realizada pelo B.V.Q.I. (Bureau Veritas Quality International), os processos de produção de açúcar, álcool, levedura, óleo fúsel e bagaço receberam a certificação. Em julho de 2010, a Divisão Industrial da Usina São Francisco obteve a Certificação BRC para indústria de alimento e, em março de 2011, recebeu a certificação da ISO 22000.

Toda a produção é submetida à sistemas internacionais de segurança de alimentos, como GMP (sigla em inglês para Boas Práticas de Fabricação), que tem o objetivo de garantir as condições higiênico-sanitárias do alimento, eliminando possíveis riscos de contaminação, o Sistema de Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle – HACCP, método para prevenção aos fatores de risco ou perigos potenciais à inocuidade dos alimentos, e o Housekeeping de limpeza e organização.

Gotas de sol

O açúcar da cana, conhecido como sacarose, é produzido pela cana por meio da fotossíntese, na presença de luz, a partir do carbono atmosférico e da água. Considerando esse processo natural, aliado ao fato de não utilizarmos insumos e processos químicos em nossa produção, e com um balanço de nutrientes neutros ao final do ciclo produtivo, não é exagero dizer que o Açúcar Orgânico Native consiste em verdadeiras “gotas de sol”: é o sol cristalizado.

Gotas de sol

Sustentabilidade

Temos um sério compromisso com a qualidade. Queremos que nossos consumidores experimentem alimentos saborosos, compatíveis com os mais rigorosos critérios internacionais de qualidade e produzidos a partir de uma base tecnológica de padrão mundial.

Os alimentos orgânicos oferecem aos consumidores muito mais nutrientes, vitalidade e sabor, possibilitando uma melhor qualidade de vida. Seu processo produtivo respeita o meio ambiente e promove a inclusão social, beneficiando a sociedade como um todo. Além disso, a utilização de insumos biológicos, muitas vezes provenientes de resíduos da própria indústria, evita a compra de insumos químicos sintética, o que reduz o custo de produção e aumenta a ajuda ao meio ambiente. O melhor é que isso se dá sem qualquer perda de produtividade, como se pode ver no gráfico a seguir, que representa as produtividades históricas da Usina São Francisco, incluindo os anos anterior e posterior à conversão para o sistema orgânico.

Esse é um fator de extrema importância, pois a vocação de qualquer empresa é a geração de valor para seus acionistas e para a sociedade na forma de compras de fornecedores, salários para funcionários, recolhimento de impostos e investimento social, entre outros. O crescimento e os bons resultados econômico-financeiros constituem o eixo sustentador de uma empresa, sem o qual sua longevidade fica ameaçada.

Crescer no mercado, gerando mais divisas, distribuindo essa riqueza para a sociedade e contribuindo para a preservação do meio ambiente, é um compromisso da Native.

Evolução da produtividade agrícola da ufra - t/ha

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