Redução das emissões

O que tornou a native uma empresa carbono neutro


Entre maio de 2006 e abril de 2007, a Native realizou o inventário das emissões de gases de efeito estufa (GEE) do canavial orgânico da Usina São Francisco (UFRA), baseada no GHG Protocol, modelo internacional de quantificação das emissões. A avaliação considerou desde a produção agrícola de cana e o consumo de insumos, até a fase industrial da produção do açúcar e do álcool na Usina. Como parte desses produtos se destina ao mercado externo, também foram consideradas as demandas de energia envolvidas no transporte até o porto de destino.

Os valores verificados para a UFRA são menores que os valores médios de emissão do setor, devido aos métodos orgânicos de produção. Quando comparados à produção realizada na Europa ou Japão, a partir da beterraba, ou dos EUA, a partir do milho e da beterraba, as vantagens são ainda maiores. Isso ocorre porque se trata de métodos produtivos que utilizam energia proveniente da queima de combustíveis fósseis, enquanto, na UFRA, a energia provém da queima do bagaço da cana.

Consumo de energia fóssil e emissões de GEE na produção dos diferentes produtos da usina.

Produto Consumo de energia fóssil
(MJ/t ou m³)
Emissões
(Kg CO2/t ou m³)
Emissões líquidas ª
(Kg CO2/t ou m³)
Cana processada 164,5 35,19 31,97
Açúcar Brasil 1.143,4 244,54 222,14
Açúcar EUA (leste) 3.597,3 454,87 432,47
Açúcar EUA (oeste)4.497,3 533,39 511,0
Açúcar UE 3.657,3 460,10 437,71
Açúcar Japão 5.917,3 657,29 634,89
Álcool1.896,7405,64368,49

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